Ficco cumpre mandados contra grupo de tráfico internacional que usava aviões e pistas clandestinas em MG

  • 12/05/2026
Ficco Uberlândia mira lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas em operações A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (Ficco) de Uberlândia, em conjunto da Polícia Federal de Goiás, realizou nesta terça-feira (12) duas operações contra esquemas de tráfico internacional de drogas e de lavagem de dinheiro com atuação em Minas Gerais e outros estados do país. As operações, batizadas de Rota Andina e Paper Stone, ocorreram simultaneamente em cidades de Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Amazonas e Maranhão, incluindo Uberlândia e Ituiutaba, no Triângulo Mineiro. Cerca de 200 policiais participaram da operação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp A Polícia Federal havia informado inicialmente o cumprimento de 89 mandados judiciais. No entanto, durante entrevista coletiva, a Ficco de Uberlândia atualizou os números das duas operações, que somam 95 mandados: 41 mandados de busca e apreensão; 28 mandados de prisão; 26 mandados de busca e apreensão de veículos Segundo a Polícia Federal, a Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 98 milhões em bens e valores ligados aos investigados. Apenas em veículos - cerca de 114 -, estavam previstas apreensões em cerca de R$ 6 milhões. A polícia não divulgou o nome dos investigados. Além de Uberlândia e Ituiutaba, houve cumprimento de mandados judiciais em São João del-Rei (MG), Goiânia (GO), São Paulo e Poá (SP), Manaus (AM) e São Luís (MA). As operações Rota Andina e Paper Stone, deflagradas em Uberlândia, integram uma força-tarefa nacional com ações policiais das Ficco's em vários estados brasileiros. O objetivo da megaoperação nacional é combater facções criminosas e tentar prender 71 suspeitos. Operação Rota Andina Na Operação Rota Andina, as investigações apontam que a organização criminosa utilizava uma logística aérea sofisticada para transportar drogas, com uso de aviões, pistas clandestinas e comunicação via satélite para tentar escapar da fiscalização. A apuração começou por parte da PF goiana a partir da apreensão de 470 quilos de cocaína, ocorrida em abril de 2025, em Santa Rita do Araguaia (GO). Na ocasião, a droga era transportada em uma aeronave da Bolívia. De acordo com a PF, o grupo também usava um esquema financeiro estruturado para ocultar os lucros do tráfico internacional, sendo que os principais investigados desse núcleo estavam no Triângulo Mineiro. "Foi quando a nossa investigação se cruzou. A maioria dos alvos da minha investigação, apesar da aeronave ser apreendida em Goiás, está aqui em Uberlândia e Ituiutaba. Então, a partir disso, a gente pediu vários mandados de busca e de prisão", disse o delegado da PF em Goiás, Hugo Leonardo Lisita. Entre as estratégias identificadas estão ainda o uso de empresas de fachada, atuação de “laranjas” para registrar bens, compra de aeronaves e veículos de luxo, além de fracionamento de depósitos e triangulação de recursos, com atuação na região mineira. LEIA TAMBÉM: Operação 'Resort do Crime' mira tráfico e lavagem de dinheiro em Ituiutaba Operação Tolerância Zero: PM remove motocicletas e bicicletas motorizadas irregulares Homem chamado para acompanhar operação policial acaba preso por não pagar pensão Grupo criminoso que fazia transporte em larga escala de drogas é alvo de operação em Minas Operação Paper Stone Já a Operação Paper Stone é focada na desarticulação de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico interestadual de drogas, com atuação concentrada também em Uberlândia e Ituiutaba. Essa fase é resultado do aprofundamento das investigações iniciadas na Operação Anthill, deflagrada em novembro de 2024. O delegado de Polícia Civil e membro da Ficco Uberlândia, Rafael Herrera, esclareceu que o grupo utilizava mecanismos sofisticados para ocultar e dissimular valores ilícitos, também com uso de empresas de fachada e pessoas com baixo poder aquisitivo, com o objetivo de dar aparência legal ao dinheiro obtido com atividades criminosas. "Nessa investigação, nós descobrimos uma maneira que eles tinham constituído por terceiras pessoas com utilização de empresas fictícias, 'testas de ferro', pessoas sem suporte econômico fazendo transações financeiras altíssimas. A partir daí, nós começamos a investigar mais profundamente essa lavagem de dinheiro", destacou. Ainda segundo Herrera, as investigações também identificaram que alguns dos alvos em Minas Gerais eram os mesmos investigados pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes de Goiás (DRE/GO), em apurações com contextos semelhantes de lavagem de dinheiro. De acordo com o delegado, havia pessoas que atuavam nos dois esquemas criminosos e passaram a ser alvo de interesse das duas investigações. Combate à lavagem de dinheiro no Triângulo O supervisor da Ficco de Uberlândia, Dalton Marinho Vieira Júnior, destacou que o principal objetivo para deflagrar e unificar as duas investigações foi combater os núcleos financeiros e logísticos do grupo criminoso, com ramificação principalmente nas cidades da região mineira. “É importante sempre mencionar que o foco da Ficco e do combate ao crime organizado em grande viés é a descapitalização patrimonial. Então, não é apenas prender, não é apenas cumprir mandados, mas também descapitalizar na parte financeira. E parte desses veículos eram utilizados como forma de lavagem de dinheiro. Grande parte, obviamente, foram compras do grupo criminoso, todavia muitas vezes ligado a pessoas laranjas”, disse. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2026/05/12/pf-cumpre-89-mandados-contra-grupo-de-trafico-internacional-que-usava-avioes-e-pistas-clandestinas-em-mg.ghtml


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